quarta-feira, 27 de outubro de 2010

APL lembra cinquentenário de Avertano Rocha

Imortal - Acadêmico foi presidente da casa e exerceu altos cargos no Estado

A Academia Paraense de Letras vai celebrar amanhã, a partir das 19 horas, em sua sede, à Rua João Diogo, o cinqüentenário de falecimento do seu ex-presidente, professor Avertano Rocha, ocorrido em 1960. O professor foi um dos mais ilustres educadores do Estado do Pará, tendo sido mestre de inúmeras gerações paraenses, além de advogado, médico, jornalista, escritor e político, sempre ligado aos principais movimentos sociais do país, tais como a grande campanha nacionalista que resultou na criação da Petrobrás, tendo participado, ao lado do escritor Barbosa Lima Sobrinho, do general Horta Barbosa e do jornalista paraense Cléo Bernardo, do comitê denominado "O Petróleo é Nosso".
Além de ter sido presidente da Academia Paraense de Letras, o professor Avertano Rocha foi presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, do Instituto Paraense de História da Medicina, vice presidente do Instituto dos Advogados do Brasil, secção do Pará, e professor Catedrático de Filosofia do Colégio Estadual Paes de Carvalho, do qual foi Diretor por três longos períodos diferentes.
Ao falecer, a 28 de outubro de 1960, um dia após ter completado 77 anos, Avertano Rocha tinha em seu currículo a fundação de duas Faculdades no Pará: a Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e Atuariais do Pará e a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Pará, ambas depois incorporadas à recém-criada Universidade Federal do Pará.
Além de sua atividade educacional, Avertano Rocha exerceu os mais altos cargos públicos no Estado, tendo sido Procurador Geral do Estado e Presidente da Comissão Negociadora da Questão da Divisa entre o Pará e o Amazonas, tendo deixado um excelente Relatório sobre o assunto e que hoje se encontra no acervo do Instituto Histórico e Geográfico do Pará.
Avertano Rocha deixou muitas obras publicadas relativas a filosofia, direito e medicina, além de extensa colaboração nos extintos jornais "Folha do Norte", "O Estado do Pará" e "A Província do Pará". Foi também, como examinador de concursos, membro das congregações de catedráticos das Faculdades de Direito do Pará, de Medicina e Cirurgia do Pará e de Farmácia do Pará, quando essas entidades eram escolas superiores isoladas, posteriormente encampadas pela Universidades Federal do Pará.
Quando dos funerais de Avertano Rocha, o seu corpo foi levado a pé, sobre os ombros de estudantes, políticos e homens do povo, do salão nobre da congregação do Colégio Estadual Paes de Carvalho, na Praça da Bandeira, até o Cemitério Santa Izabel, onde foi sepultado, sob grande emoção de seus parentes e amigos.
Falaram por ocasião do sepultamento de Avertano Rocha inúmeros oradores, entre os quais, como representantes dos estudantes, o atual deputado federal Gerson Peres e o hoje professor Édson Franco que, por sinal, será o orador oficial que saudará a memória de seu Mestre na APL, em nome do Silogeu do qual e Membro efetivo e perpétuo.
Em nome da família do mestre falecido falará seu neto, o médico oncologista Antonio Bomfim Marçal Avertano Rocha.

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